Soluções Ecológicas em Condomínios

Soluções Ecológicas em Condomínios

07 fev

Condomínios agrupam um grande número de pessoas entre moradores, funcionários e usuários em trânsito, especialmente naqueles com unidades de destinação comercial ou mista. Toda esta comunidade gera resíduos diversos e em demasia, que usualmente são descartados em lixo comum, através do serviço público de coleta.

Esta quantidade de resíduos pode ter uma destinação mais saudável se algumas medidas forem implantadas, às vezes bastante simples. Além de melhorar aspectos de saúde, preservam melhor o ecossistema e podem gerar impacto financeiro positivo ao próprio condomínio, por redução de custos, geração de receitas ou suporte a entidades assistenciais. A seguir, destacaremos algumas destas ações:

COLETA SELETIVA

Um dos métodos mais difundidos para o descarte de resíduos, demanda mais motivação das pessoas que recursos econômicos. A separação do lixo condominial por tipo de rejeito permite um maior reaproveitamento como matéria-prima para novos produtos, a reciclagem.

O método consiste em separar os materiais em recipientes diferentes para plásticos, papéis, metais, vidros e resíduos orgânicos. Além de reduzir a quantidade de matéria não biodegradável em aterros sanitários, retira outros produtos nocivos do meio ambiente, como equipamentos eletrônicos descartados.

Uma das limitações ao método é que a seletividade deve continuar no transporte ao depósito definitivo dos rejeitos, através de empresa pública, se não forem reutilizados no próprio condomínio. Não adianta separar materiais nas dependências internas se serão misturados em um caminhão de transporte comum. As grandes cidades possuem empresas que oferecem a coleta domiciliar gratuita de material eletrônico e alguns rejeitos de obras.

RECICLAGEM

Reciclar significa, literalmente, criar novo ciclo. No caso de resíduos de uso humano doméstico ou comercial, os materiais que comumente podem ser reutilizados na fabricação de novos produtos são o plástico, papel e metais, como o alumínio. Estes produtos tem reciclagem estimulada para reduzir o impacto ambiental da sua produção (papel, alumínio) ou da sua eliminação no meio ambiente após o uso (materiais não biodegradáveis).

COMPOSTAGEM

É um método bastante natural e correto para aproveitamento de resíduos, especialmente os alimentares, gerando um produto final, o humus, muito eficiente como adubo para hortas. Consiste no armazenamento e decomposição biológica destes resíduos em uma sequência de etapas, utilizando elementos da natureza: micro-organismos e vermes (minhocas) fazem este trabalho sem o emprego de produtos químicos. Os restos alimentares são armazenados em embalagens plásticas (composteiras) e manejados periodicamente até que o humus fique adequado para uso em plantações. Este processo pode levar até 6 meses, e há um cuidado diário no seu manuseio, com tarefas simples e rápidas que mantém a qualidade dos restos em transformação.

A prática tem como vantagens uma maior vigilância sobre a quantidade de resíduos alimentares gerados, a redução de gastos com adubos em jardins e hortas, e constituir meio totalmente biológico de aproveitamento de resíduos. Além disso, pode criar um ambiente bastante produtivo de cooperação entre os moradores, se uma comissão de voluntários é estimulada no condomínio. Toda esta transformação atiça a curiosidade e desperta o interesse das crianças.

Como ponto negativo, a necessidade de área física mínima para manejo e armazenamento das composteiras. As minhocas utilizadas não se espalham no ambiente, e buscam permanecer no produto em transformação. Para aprender mais sobre este processo, clique aqui.

REUTILIZAÇÃO DE ÁGUAS

O brasileiro utiliza, em média, 108 litros diários por família. Na região Sudeste, esta média é 50% maior. Entre 2013 e 2015, a taxa de retirada de água para uso de famílias caiu 4,3% no país, mas o custo da água distribuída aumentou 8,8%. Para cada R$ 1,00 de crescimento na economia nacional, o país consome 6 litros de água (IBGE, 2018). O reuso de águas residuais é prática cada vez mais comum em condomínios com preocupação ecológica, além da redução de custos e maior oferta para consumo direto humano. Águas de chuva, as provenientes de uso doméstico e comercial, sem necessidade de tratamento especial, podem ser reaproveitadas na irrigação de jardins e lavagem de áreas comuns.

O custo de implantação de sistemas menores é orçado a partir de R$ 5.000,00, e o investimento se paga mais rapidamente quanto mais eficiente é a coleta da água a ser aproveitada (chuvas, rede doméstica, etc). Método de opção ecológica em vários edifícios, o reuso é lei em vários municípios brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro de Curitiba. Em Belo Horizonte, o reuso em edifícios é normatizado através da Lei 10.840/2015.

ENERGIA SOLAR COMO REDUÇÃO DE IMPACTO EM MEIO AMBIENTE

O método utiliza várias placas de materiais semicondutores como o silício para produzir energia elétrica. Estes materiais com a chamada propriedade fotovoltaica transformam a luz solar em eletricidade, por vibração interna, tanto maior quanto a intensidade de luz incidida. A manutenção do sistema é barata, mas a sua implementação agrega custos significativos, e um bom estudo custo-benefício deve preceder a decisão de implementação em condomínios. Além disso, a legislação  sobre energia alternativa muda frequentemente no país, com os legisladores tentando encontrar novas formas de tributá-las. Neste momento, estuda-se nova tributação para energia solar, em vários estados.