Medidas sustentáveis para condomínios

Medidas sustentáveis para condomínios

31 jan

A conscientização de que para preservar nosso planeta as ações humanas devem ser cada vez mais sustentáveis tem se tornado rotineiras.

Esse conceito é trazido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, que tem como referência, satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras, ou seja, é importante cuidar hoje do nosso planeta, para que nossas futuras gerações, principalmente, nossos filhos, possam habitar em um planeta saudável.

Tem crescido no Brasil o interesse de construtoras e incorporadoras em adotar a tendência mundial de construções de edifícios sustentáveis, também chamados de Green Buildings ou edifícios verdes.

E para demonstrar que a o empreendimento seguiu e atenderá os propósitos da sustentabilidade, existem certificações com reconhecimento internacional, tendo como mais renomada a do Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) e no Brasil, temos a Green Building Council Brasil como responsável pela emissão da certificação, além disso, ela é a responsável pela adaptação dos critérios do Leed para as condições e realidades brasileiras.

Há ganhos consideráveis quando se adotam medidas sustentáveis nas construções, e podemos citar: redução do acumulo de detritos em aterros e lixões, redução de até 30% no consumo de energia e de até 50% no consumo de agua, redução da poluição gerada pela construção, redução na emissão de gás carbônico, e ainda, nos edifícios comerciais, aumento na produtividade dos funcionários.

As instituições tem procurado acompanhar a evolução da adaptação à sustentabilidade, prova disso, é a promulgação da Lei 10.295/2001, que trata da política nacional da conservação e uso racional de energia, lei que foi regulamentada pelo Decreto 4.059/2001, que estabelece, entre outras coisas, os níveis máximos e mínimos de consumo de energia e eficiência energética, de máquinas e aparelhos fabricados e/ou comercializados no país, bem como, a adoção de procedimentos para avaliação, criação de indicadores e certificação da eficiência energética das edificações.

Em junho de 2009, foi aprovada a portaria n°185 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), estabelecendo o Regulamento Técnico de qualidade do Nível de Eficiência energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos, sofrendo uma alteração em fevereiro de 2013. Esse regulamento estabelece, dentre outros, o formato e conteúdo da Ence (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia).

Os edifícios residenciais tiveram sua etiqueta lançada em novembro de 2010, pela portaria n°449 do Inmetro, que teve como um de seus critérios os Regulamentos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais.

Essa norma sofreu uma alteração através da Portaria n° 18 de janeiro de 2012. A etiqueta tem como finalidade que o consumidor final tenha a ideia da eficiência energética do edifício, que inclui, elevadores, bombas, iluminação da área comum, e das unidades privativas, sistema de aquecimento de água e iluminação.

A etiqueta seguirá um parâmetro de classificação de A a E, e poderá ser solicitado voluntariamente pela incorporadora, construtora ou pelo proprietário da unidade.

O principal objetivo do programa é informar as construtoras, incorporadores, compradores, vendedores e corretores, que passam a incluir a eficiência energética como item de valorização do patrimônio, diferenciação dos imóveis e certeza da redução da taxa condominial.

É importante para que um empreendimento tenha garantia de sucesso, seus idealizadores se preocupem, não só com a beleza, a qualidade do acabamento e a versatilidade da arquitetura, mas também, com a inclusão de itens ecologicamente corretos, e que tragam aos condomínios mais sustentabilidade.

Para que uma construção seja considerada sustentável, deverá atender aos seguintes requisitos:

Planejamento sustentável da obra; aproveitamento passivo dos recursos naturais; eficiência energética; gestão e economia de água; gestão dos resíduos na edificação; qualidade do ar e do ambiente interior; conforto termo acústico; uso racional de materiais; uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis.

Várias construtoras, já preocupadas com a questão ecológica, já entregam seus empreendimentos com vários itens que contribuem para a redução da taxa condominial, aumentando o valor do patrimônio, aos quais podemos citar:

Energia solar para aquecimento da piscina; aquecimento do chuveiro utilizando a energia solar; aquecimento de água com gás; área para coleta seletiva, inclusive óleo de cozinha; sensor de presença; telhado ecológico, coberto de grama para evitar o aquecimento e preservar a impermeabilização; lâmpadas econômicas e motores de alta performance; medidores individuais de água e gás; dentre vários outros.

Fonte: Schwartz, Rosely Benevides de Oliveira, Revolucionando o Condomínio – 15.ed – São Paulo – Saraiva