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]]>Esta quantidade de resíduos pode ter uma destinação mais saudável se algumas medidas forem implantadas, às vezes bastante simples. Além de melhorar aspectos de saúde, preservam melhor o ecossistema e podem gerar impacto financeiro positivo ao próprio condomínio, por redução de custos, geração de receitas ou suporte a entidades assistenciais. A seguir, destacaremos algumas destas ações:
Um dos métodos mais difundidos para o descarte de resíduos, demanda mais motivação das pessoas que recursos econômicos. A separação do lixo condominial por tipo de rejeito permite um maior reaproveitamento como matéria-prima para novos produtos, a reciclagem.
O método consiste em separar os materiais em recipientes diferentes para plásticos, papéis, metais, vidros e resíduos orgânicos. Além de reduzir a quantidade de matéria não biodegradável em aterros sanitários, retira outros produtos nocivos do meio ambiente, como equipamentos eletrônicos descartados.
Uma das limitações ao método é que a seletividade deve continuar no transporte ao depósito definitivo dos rejeitos, através de empresa pública, se não forem reutilizados no próprio condomínio. Não adianta separar materiais nas dependências internas se serão misturados em um caminhão de transporte comum. As grandes cidades possuem empresas que oferecem a coleta domiciliar gratuita de material eletrônico e alguns rejeitos de obras.
Reciclar significa, literalmente, criar novo ciclo. No caso de resíduos de uso humano doméstico ou comercial, os materiais que comumente podem ser reutilizados na fabricação de novos produtos são o plástico, papel e metais, como o alumínio. Estes produtos tem reciclagem estimulada para reduzir o impacto ambiental da sua produção (papel, alumínio) ou da sua eliminação no meio ambiente após o uso (materiais não biodegradáveis).

É um método bastante natural e correto para aproveitamento de resíduos, especialmente os alimentares, gerando um produto final, o humus, muito eficiente como adubo para hortas. Consiste no armazenamento e decomposição biológica destes resíduos em uma sequência de etapas, utilizando elementos da natureza: micro-organismos e vermes (minhocas) fazem este trabalho sem o emprego de produtos químicos. Os restos alimentares são armazenados em embalagens plásticas (composteiras) e manejados periodicamente até que o humus fique adequado para uso em plantações. Este processo pode levar até 6 meses, e há um cuidado diário no seu manuseio, com tarefas simples e rápidas que mantém a qualidade dos restos em transformação.
A prática tem como vantagens uma maior vigilância sobre a quantidade de resíduos alimentares gerados, a redução de gastos com adubos em jardins e hortas, e constituir meio totalmente biológico de aproveitamento de resíduos. Além disso, pode criar um ambiente bastante produtivo de cooperação entre os moradores, se uma comissão de voluntários é estimulada no condomínio. Toda esta transformação atiça a curiosidade e desperta o interesse das crianças.
Como ponto negativo, a necessidade de área física mínima para manejo e armazenamento das composteiras. As minhocas utilizadas não se espalham no ambiente, e buscam permanecer no produto em transformação. Para aprender mais sobre este processo, clique aqui.
O brasileiro utiliza, em média, 108 litros diários por família. Na região Sudeste, esta média é 50% maior. Entre 2013 e 2015, a taxa de retirada de água para uso de famílias caiu 4,3% no país, mas o custo da água distribuída aumentou 8,8%. Para cada R$ 1,00 de crescimento na economia nacional, o país consome 6 litros de água (IBGE, 2018). O reuso de águas residuais é prática cada vez mais comum em condomínios com preocupação ecológica, além da redução de custos e maior oferta para consumo direto humano. Águas de chuva, as provenientes de uso doméstico e comercial, sem necessidade de tratamento especial, podem ser reaproveitadas na irrigação de jardins e lavagem de áreas comuns.
O custo de implantação de sistemas menores é orçado a partir de R$ 5.000,00, e o investimento se paga mais rapidamente quanto mais eficiente é a coleta da água a ser aproveitada (chuvas, rede doméstica, etc). Método de opção ecológica em vários edifícios, o reuso é lei em vários municípios brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro de Curitiba. Em Belo Horizonte, o reuso em edifícios é normatizado através da Lei 10.840/2015.
O método utiliza várias placas de materiais semicondutores como o silício para produzir energia elétrica. Estes materiais com a chamada propriedade fotovoltaica transformam a luz solar em eletricidade, por vibração interna, tanto maior quanto a intensidade de luz incidida. A manutenção do sistema é barata, mas a sua implementação agrega custos significativos, e um bom estudo custo-benefício deve preceder a decisão de implementação em condomínios. Além disso, a legislação sobre energia alternativa muda frequentemente no país, com os legisladores tentando encontrar novas formas de tributá-las. Neste momento, estuda-se nova tributação para energia solar, em vários estados.
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]]>Esse conceito é trazido pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, que tem como referência, satisfazer as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras, ou seja, é importante cuidar hoje do nosso planeta, para que nossas futuras gerações, principalmente, nossos filhos, possam habitar em um planeta saudável.
Tem crescido no Brasil o interesse de construtoras e incorporadoras em adotar a tendência mundial de construções de edifícios sustentáveis, também chamados de Green Buildings ou edifícios verdes.
E para demonstrar que a o empreendimento seguiu e atenderá os propósitos da sustentabilidade, existem certificações com reconhecimento internacional, tendo como mais renomada a do Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) e no Brasil, temos a Green Building Council Brasil como responsável pela emissão da certificação, além disso, ela é a responsável pela adaptação dos critérios do Leed para as condições e realidades brasileiras.
Há ganhos consideráveis quando se adotam medidas sustentáveis nas construções, e podemos citar: redução do acumulo de detritos em aterros e lixões, redução de até 30% no consumo de energia e de até 50% no consumo de agua, redução da poluição gerada pela construção, redução na emissão de gás carbônico, e ainda, nos edifícios comerciais, aumento na produtividade dos funcionários.
As instituições tem procurado acompanhar a evolução da adaptação à sustentabilidade, prova disso, é a promulgação da Lei 10.295/2001, que trata da política nacional da conservação e uso racional de energia, lei que foi regulamentada pelo Decreto 4.059/2001, que estabelece, entre outras coisas, os níveis máximos e mínimos de consumo de energia e eficiência energética, de máquinas e aparelhos fabricados e/ou comercializados no país, bem como, a adoção de procedimentos para avaliação, criação de indicadores e certificação da eficiência energética das edificações.

Em junho de 2009, foi aprovada a portaria n°185 do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO), estabelecendo o Regulamento Técnico de qualidade do Nível de Eficiência energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos, sofrendo uma alteração em fevereiro de 2013. Esse regulamento estabelece, dentre outros, o formato e conteúdo da Ence (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia).
Os edifícios residenciais tiveram sua etiqueta lançada em novembro de 2010, pela portaria n°449 do Inmetro, que teve como um de seus critérios os Regulamentos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais.
Essa norma sofreu uma alteração através da Portaria n° 18 de janeiro de 2012. A etiqueta tem como finalidade que o consumidor final tenha a ideia da eficiência energética do edifício, que inclui, elevadores, bombas, iluminação da área comum, e das unidades privativas, sistema de aquecimento de água e iluminação.
A etiqueta seguirá um parâmetro de classificação de A a E, e poderá ser solicitado voluntariamente pela incorporadora, construtora ou pelo proprietário da unidade.
O principal objetivo do programa é informar as construtoras, incorporadores, compradores, vendedores e corretores, que passam a incluir a eficiência energética como item de valorização do patrimônio, diferenciação dos imóveis e certeza da redução da taxa condominial.
É importante para que um empreendimento tenha garantia de sucesso, seus idealizadores se preocupem, não só com a beleza, a qualidade do acabamento e a versatilidade da arquitetura, mas também, com a inclusão de itens ecologicamente corretos, e que tragam aos condomínios mais sustentabilidade.
Para que uma construção seja considerada sustentável, deverá atender aos seguintes requisitos:
Planejamento sustentável da obra; aproveitamento passivo dos recursos naturais; eficiência energética; gestão e economia de água; gestão dos resíduos na edificação; qualidade do ar e do ambiente interior; conforto termo acústico; uso racional de materiais; uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis.
Várias construtoras, já preocupadas com a questão ecológica, já entregam seus empreendimentos com vários itens que contribuem para a redução da taxa condominial, aumentando o valor do patrimônio, aos quais podemos citar:
Energia solar para aquecimento da piscina; aquecimento do chuveiro utilizando a energia solar; aquecimento de água com gás; área para coleta seletiva, inclusive óleo de cozinha; sensor de presença; telhado ecológico, coberto de grama para evitar o aquecimento e preservar a impermeabilização; lâmpadas econômicas e motores e geradores de alta performance; medidores individuais de água e gás; dentre vários outros.
Fonte: Schwartz, Rosely Benevides de Oliveira, Revolucionando o Condomínio – 15.ed – São Paulo – Saraiva
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